quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Olhares.
Ampliar o olhar, instigar para atitudes mais deflagradoras e ousadas foi premissa para que pudéssemos concretizar algo. O uso de suportes ao mesmo que apontasse para novos experimentos e proliferassem poéticas enriquecedoras fizeram parte de nossas ações durante o curso.
O eixo Posicionamentos necessitou que fizéssemos vários exercícios de ver, refletir e dialogar sobre o que se tem feito a partir desse tema. Para tanto foi necessário a busca, a pesquisa por poéticas, por “subtemas”, por materiais e ferramentas que viessem condensar e articular com nossos trabalhos, ao mesmo tempo em que ampliassem nossa noção de arte e produção contemporânea.
O grupo decidiu desenvolver suas pesquisas e suas produções em 4 grupos, então sorteamos os nomes dos cursistas a cada orientador. Os 4 grupos formados definiram a permanência nos mesmos até ao final do semestre, com a supervisão direcionada afim de que o trabalho fosse estruturado e pensado de maneira coerente com a proposta e o eixo temático escolhido. Estruturamo-nos da seguinte maneira: Prof.ª Kátia Rodrigues formou um grupo com as Prof.ªs Lair e Joana Dar´c. Prof.ª Edilene com os Prof.ºs Fabiana e Milton. Prof.ª Édina Nagoshi com as Prof.ªs Reni e Juliana. Finalizando mais um grupo com a supervisão da Prof.ª Fernanda junto as Prof.ªs Selma e Sueli. Com as formações dos grupos fechadas e com as orientações repassadas pela coordenação do curso cada qual foi fazer suas pesquisas a fim de alimentar seu repertório imagético e poético.
Trabalhando e posicionando...
O tema aponta para assuntos diversos, e o grupo de estudo nesse desafio posto pretendia criar formas que considerassem as questões pessoais, locais, culturais contemplando a discussão da arte e da poética contemporânea. A etimologia da palavra Posicionamento diz: sm (posicionar+mento) Ato ou efeito de posicionar(-se). P. da cabeça, Inform: ação de mover a cabeça de leitura/escrita para a posição correta em um disco. Para além dessa rasa definição ainda tem-se o significado: decisão interna (intima), de se colocar diante de determinada situação. Posicionamento é o lugar que determinado ponto de vista, decisão intima, escolha, decisão de se colocar diante de uma idéia, intenção. As pessoas associam coisas, situações e pessoas a palavras, a ideologias naquilo que acreditam, ou que tomam “partido”, que representam o que com essas coisas, situações ou pessoas... O que simbolizam. Em um mundo globalizado e diversificado que tudo é valorizado pela sua simbologia, pela força de persuasão ter um bom posicionamento diante de um fato, assunto, idéia se torna cada vez mais preeminente. Cada vez mais a mídia tem influenciado comportamentos, tem determinado julgamentos de valor e definido escolhas. Posicionar-se sobre de algo é condição para que o mesmo sobreviva dentro dos grupos humanos.
O grupo de estudo buscou direcionar as reflexões e a gerar os possíveis diálogos e trânsitos entre os eixos temáticos de nosso documento com as questões da produção, da estética e da poética visual. Debatemos bastante sobre as possibilidades que cada um dos eixos poderia nos trazer e do que cada um deles reverberaria em nossas produções. A partir do que tínhamos, os 4 eixos é que o grupo em um segundo momento decidiu de maneira unanime resumir mais ainda em um eixo temático apenas, e então foi determinado que o eixo em questão fosse posicionamentos. O tema posicionamentos pela sua complexidade e amplitude nos levou a necessidade de nos debruçarmos a pesquisar.
Nossas ações...
As ações do Gep direcionaram para a produção artística, visto que o semestre anterior as questões teóricas permearam bem a discussão e o debate de assuntos que fomentassem e abrissem para as reflexões teóricas acerca dos eixos temáticos; eu, identidade, o outro, sociedade, localidade, lugares, trajetos, posicionamentos e projetos. Diante dessa variedade de eixos temáticos, e das possibilidades de aprofundamento o Gep teve dois momentos, um que direcionava para os eixos aos quais nos possibilitassem uma discussão mais localizada e ao mesmo tempo em que abrangesse produções significativas. Nesse sentido então sintetizamos para os 4 eixos temáticos da Matriz curricular Arte: Lugares, Trajetos, Posicionamentos e Projetos, em turmas do 6º ao 9º anos, onde nós professores de artes visuais estamos efetivamente mais presentes no contexto escolar da rede estadual.
O Gep buscou oportunizar a produção artística autoral e fortalecer a identidade do professor de arte enquanto artista. O estudo, as apreciações, as analise e reflexões da produção contemporânea contribuíram e nos auxiliaram na materialização de ideias, onde cada participante contribuiu trazendo suas experiências.
Produção em andamento...
O GEP- Grupo de Estudo e Pesquisa de Artes Visuais nesse segundo semestre de 2011 procurou manter as demandas já desenvolvidas do semestre anterior ao qual declaravam em sua ementa os conceitos sobre o ensino das Artes Visuais de acordo com as orientações curriculares do estado de Goiás. Ainda sim direcionava para a pesquisa das práticas e produções em Artes Visuais como ênfase, e se estruturando a partir dos eixos temáticos do documento da Matriz Curricular estadual. Vindo a favorecer uma análise das condições históricas e concretas da constituição do indivíduo e a formação do indivíduo. Tendo na sua base a questão produção artística x produção do professor.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Produção em Andamento...
Olás!!!
Muitos encontros se passaram, e estamos em reflexão e produção. Logo teremos aqui mais informações sobre nossas ações, estaremos colocando novidades concretas sobre o nosso trabalho.
Até mais!
Fernanda.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
17ª Feira de Ciências 2011.
Olás caros colegas!
Nosso 5º Encontro do curso do GEP aconteceu conforme avido prévio na 17ª Feira de Ciências da SEE.
Neste dia houve a oficina das professoras Edilene e Kátia, onde elas abordaram a temática do "Falso Batik".
Prosseguiremos com nossas pesquisas no encontro de hoje, 13 de Outubro.
Abraços e até +!
Fernanda.
Nosso 5º Encontro do curso do GEP aconteceu conforme avido prévio na 17ª Feira de Ciências da SEE.
Neste dia houve a oficina das professoras Edilene e Kátia, onde elas abordaram a temática do "Falso Batik".
Prosseguiremos com nossas pesquisas no encontro de hoje, 13 de Outubro.
Abraços e até +!
Fernanda.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Nosso 4º Encontro GEP
Olás!
Em nosso 4º encontro do GEP seguimos para os grupos de trabalho ao qual vale ressaltar foi uma decisão coletiva e consensual.
Após a definição dos grupos de trabalho, cada qual reunidos partiram para as discussões acerca do tema gerador Posicionamentos.
O desafio do momento está colocado, debruçaremos sobre ele, nos embasaremos nas leituras, na ampliação de repertório imagético afim de que possamos chegar a propostas artísticas inovadoras, com autoria e reflexão.
Ficaram assim os grupos:
Édina – Juliana, Reni e Allinny
Edilene – Fabiana, Milton e Rosimeire.
Kátia – Lair, Joana Darc
Fernanda – Selma e Sueli.
Que tenhamos excelentes momentos, ricas aprendizagens e construções.
Fernanda Moraes.
Carlos Drummond nos brinda com sua poesia e nos apresenta como se posicionava sobre o mundo, as pessoas e as coisas, acontecimentos de sua época.
Ele disse certa vez: Fui “uma pedra no meio do caminho” de muitos, criticado pela forma livre de seu verso, por seus posicionamentos políticos polêmicos. Depois, foi aclamado como o maior poeta brasileiro. Em agosto de 2007, vinte anos após sua morte, o reconhecimento de sua grandeza e as influências sobre poetas das atuais gerações são inegáveis.
Dias antes de morrer, em entrevista concedida ao jornalista Geneton Moraes Neto, Drummond diria que “tenho a impressão de que daqui a vinte anos – e eu já estarei no Cemitério São João Batista – ninguém vai falar de mim, graças a Deus”. Não poderia estar mais equivocado.
Para a compreensão dessa obra, A rosa bastante útil é lembrar a data de sua publicação: 1945. Trata-se de uma época marcada por crises fenomenais, como a Segunda Guerra Mundial e, mais especificamente ao Brasil, a Ditadura Vargas. Drummond mostra-se uma antena poderosíssima que capta o sentimento, as dores, a agonia de seu tempo. Basta ler o emblemático A Flor e a Náusea, uma das jóias mais preciosas da presente obra.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Dia 15 de Setembro 3º encontro do GEP
Dia 15 de Setembro 3º encontro do GEP
Olás!
Ontem aconteceu o nosso 3º encontro do GEP. Tivemos uma tarde bastante proveitosa!
O grupo realmente se empenhou em pesquisar um dos 4 eixos temáticos e se debruçaram em pensar, refletir sobre eles. Cada um fez seu exercício de casa, e socializou com o grupo. Estas trocas são de suma importância para que possamos nos estabelecer e cada vez mais reforçar nosso propósito, que é estudar, pesquisar e produzir nossas poéticas visuais.
O foco escolhido é POSICIONAMENTOS, e nesse sentido, ao menos para este semestre, estaremos direcionando as discussões para esse eixo temático que o documento da Matriz Curricular - Arte traz até nós permitindo nos a aventurarmos sobre a complexidade do mesmo e nos conduzir rumo a produção artística.
Segue na sequencia alguns links da web com conteúdos que falam desta temática. ou fazem referencia a ela de maneiras e pontos de vista bem diversos e que de certa maneira contribuem para nossas pesquisas. Segue.
http://www.unioeste.br/travessias/DOSSI/QUATRO%20ARTISTAS%20E%20SEUS%20POSICIONAMENTOS.pdf
Fernanda.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Dia 8 de Setembro, 2º encontro GEP
2º encontro GEP
Reflexões e possíveis diálogos e trânsitos entre os eixos temáticos de nosso documento com as questões da produção, da estética e da poética visual.
Lugares, Trajetos, Posicionamentos e Projetos.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
2º Semestre 2011
Novo Semestre novas reflexões, novos horizontes, novas perspectivas e produção.
Sejam todos e todas bem vindos em mais este momento ao nosso curso de poéticas em Artes Visuais.
Agradecimentos.
Equipe de Artes Visuais.
Segue um video de boas vindas a todos em mais este semestre!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
A imagem vem alcançando espaços cada vez mais expressivos -Edilene Batista Gonçalves de Assis
A imagem vem alcançando espaços cada vez mais expressivos na contemporaneidade face ao culto da aparência de da sua representação como mercadoria. A existência desse culto não elimina as possibilidades de compreendê-la como essencial para a comunicação, entendendo que, tecnologicamente, sofre as influencias da mundialização onde despontam alternativas para avançar e ate mesmo superar limites no uso. A partir do momento que o homem expressa através de símbolos e figuras a sua realidade, seja ela interior ou exterior, mediante a evolução de sua cultura e postura social, refina-se a visão conceitual de um acontecimento ou manifestação.
O valor da arte não está no tipo de experiência que ela qualifica, se contemplativa, próxima ou distante, mas que essa experiência seja a experiência do aprendizado de novas percepções. Dessa maneira, não se deve pensar que as manifestações artísticas tecnológico-digitais se aproximam do registro da indústria cultural, mas sim, mais exatamente das pesquisas tecnológico científicas de ponta.
A arte contemporânea tem algo a dizer à realidade empírica que a produz? Sua
expressão não é necessariamente uma mensagem a ser veiculada. O mais importante é
por em movimento processos de pensamento e não em comunicar dizeres cheios de
significado. O enriquecimento dos meios técnicos produz obras muito específicas que têm sentido num determinado contexto e, talvez não em outros.
Depois de refletir sobre as ideias acima organizei a oficina onde os temas foram :
1ª ETAPA:
A procura de um espaço real 1-Uma estrutura ilimitada ou infinitamente grande, que contém todos os seres, que é definida por relações geométricas entre todos os seres, e que é campo de todos os eventos—sejam eles observáveis ou não... 2-Uma componente da estrutura espaço-tempo, dentro do domínio da existência, que permite quaisquer manifestações ditas "físicas" -- como é o caso dos fenômenos da dinâmica...
3-A região compreendida entre dois pontos consecutivos...
O que é real? O real é tido como aquilo que existe, fora da mente. Ou dentro dela também. A ilusão, a imaginação... A ilusão quando existente, é real e verdadeira em si mesma. Ela não nega sua natureza. Ela diz sim a si mesma...
2ª ETAPA
Criando um espaço imaginário
3ª ETAPA
A discussão sobre Ética
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O tempo escorre das nossas mãos na mesmice cotidiana
Mas o tempo não espera e a identidade não se fixa em meio ao caos de nossos devaneios, ora somos cartesianos, ora somos poetas enlouquecidos, ávidos por aventurar por outros traçados, desconfiar dos caminhos retos, dos contornos fechados e estabelecidos.
De repente alguém acena em meio à mesmice que nos acomete, e diz que podemos produzir, que é tempo de despertar em nós as possibilidades criativas há muito reprimidas, diz venha, procure no seu baú os velhos pincéis, os papéis amarelados pelo tempo, o nanquim endurecido, os suportes improvisados, a câmera guardada, o PC que só conhece o editor de textos. Traga tudo isto e vamos nos unir em grupo, porque juntos poderemos criar metáforas, construir sentidos, forjar identidades.
Roucos de tanto silêncio nos apresentamos, as mãos estão pouco hábeis, o corpo inteiro dicotomizado, os materiais espalhados pelo chão, a mente aguçada, temos que ser professores artistas.
Ana Rita Silva
O Gep – Poéticas e Produção em Artes Visuais tem como objetivo formar um grupo de produção artística no Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte, constituído de professores da rede estadual de educação. A idéia do grupo é oportunizar a prática artística entre os professores que se dedicam à docência e deixam de dar atenção aos seus processos criativos em arte.
A prática artística acaba sendo esquecida no cotidiano dos professores, que se vêem sobrecarregados de atividades após o término da graduação, sem tempo para estabelecer conexões com seus processos criativos. Assim como esses professores, ao escolher a licenciatura em arte eu esperava poder conciliar o lado poético e a docência, numa retroalimentação que me permitisse ter uma identidade fortalecida como educadora e como artista. A realidade mostrou a sua face, em forma de carga horária dobrada, minando-me as expectativas de conciliar as duas dimensões desse meu ser.
No Gep foi possível experienciar algumas possibilidades em conjunto com o grupo, mas, simultaneamente ao trabalho coletivo, pudemos trabalhar nossas questões subjetivas, nossas próprias metáforas. Algumas produções foram desencadeadas pelas discussões em foco, por meio de temáticas vinculadas à matriz curricular da área de arte para o estado de Goiás. Avaliando nosso percurso, considero que essas temáticas traziam temas muito complexos, que não poderiam ser abordados em curto espaço de tempo. Apesar de pertinentes, penso que não deveriam tomar a maior parte de nosso tempo, do modo como aconteceu, e que esse tempo deveria ser voltado à produção artística. Outra questão a ser repensada é a fragmentação, uma vez que cada tema desencadeava um processo produtivo, e esse processo era interrompido na próxima aula para inaugurar novo tema.
Considerei como positivo, as visitas que tivemos de artistas de fora, que nos trouxeram suas experiências criativas, compartilhando seus modos de ver e entender a arte contemporânea. Acho que noutra oportunidade poderíamos investir num único tema por semestre, explorando-o cada um ao seu modo, penso também que a produção deve ter continuidade numa única proposta, pois o tempo é curto e não é possível concluir um trabalho de qualidade, que exige pesquisa mais extensa, considerando que nosso tempo disponível praticamente se restringe aos momentos que temos com o grupo.
Por fim, todas as experiências foram muito boas, qualquer uma delas, se fosse única, faria transcorrer o semestre sem nem mesmo ser aprofundada a contento, pois foram todas instigantes e capazes de desencadear inúmeros sentidos e significados. A que mais me marcou foi a da metáfora. Trabalhar com metáforas, para mim, é o grande lance da produção artística, porque nos faz ultrapassar os significados imediatos e a construir novos sentidos para as nossas experiências.
Ana Rita da Silva
Professora Artista?
Terezinha Gregório da Silva
No período compreendido de 22-02-2001 a 21-06-2011 foram ministradas palestras extremamente importante para enriquecer nosso conhecimento e proporcionar meios de trabalhos mais interessantes ao ensino da Arte.
Tivemos várias abordagens dentro do contexto Eu / Identidade, o que me fez repensar o eu e o outro enquanto brincávamos e produzíamos. A proposta apresentada pela Luz Marina (professora artista) é muito importante para o nosso trabalho. Muito interessante as colocações a respeito de Outro / Sociedade quando se fala em grotesco e cômico, belo e feio, compreensão cultural, emoções e idéias, representação, identidade e abordagem psicologia do Self, são fatos para serem refletidos enquanto trabalhamos.
No que diz respeito a Localidade / lugares / trajetos, as apresentações foram bastantes convincentes. Falamos e brincamos com a tecnologia e isso é do interesse dos nossos alunos.
Do conteúdo Posicionamento / Projetos, tirou-se grande proveito, pois tivemos a oportunidade de produzir coisas incríveis e que certamente irão transformar nossos pequenos aprendizes em grandes produtores de arte.
Parabéns a todos os colaboradores desta etapa.
Goiânia, 01 de julho de 2011.
Fernanda Moraes de Assis
Esse texto é parte de uma escolha dentre os muitos assuntos que foram tratados, discutidos no GEP de Artes Visuais. Nesse sentido o mesmo tem por intuito discorrer um pouco do que foi a proposta apresentada por mim em um dos encontros de estudo do GEP. A proposta cujo tema foi consumo/ consumismo ao qual procurou discutir coletivamente através de uma narrativa poética direcionada para o foco do consumo/consumismo. Na ocasião de minha fala discutida de maneira breve a questão do consumismo e de como ele é/ está disseminado nos meios de comunicação, na moda, nas mídias influenciando posturas, alterando o comportamento do individuo diante da diversidade de formas de proliferação da sociedade. Para amparar as reflexões utilizei-me na minha apresentação de recursos áudio visuais, como o premiado filme Logorama, que é um filme de curta metragem animado francês de 2009, dirigido por François Alaux, Hervé de Crecy e Ludovic Houplain.
O filme apresenta diversas situações ocorridas em uma Los Angeles feita de mascotes e logos de diversas empresas. Os personagens principais são dois policiais Bibendums que recebem uma chamada de roubo cometida por Ronald McDonald, e saem em perseguição. O curta-metragem ganhou o Premio Kodak no Festival de Cannes de 2009, e o Oscar de melhor Curta – Metragem de Animação do Oscar 2010. Este curta metragem pretendeu a priori trazer ao coletivo a idéia do que tem se tornado uma sociedade voltada para as grandes empresas multi instaladas pelos continentes. A discussão é universal, e o filme traz esta vertente complexa e contemporânea da sociedade consumista. Na sequencia também havia organizado uma amostra da exposição “È crédito ou débito” que reúne Intervenções em que artistas e público que negociam, por centavos, conversas, gestos, textos ou objetos simbólicos discutindo questões sobre a sociedade de consumo e o mercado da arte. Ao utilizar esta que é uma das frases mais empregadas em nosso mundo contemporâneo, questionamos a circulação de produtos, serviços, ideias e ideais que constantemente nos interpelam a assumir o papel de consumidor em intercâmbios incessantes, travados com base em valores objetuais e simbólicos. Intercâmbios que quase sempre comprometem experiências subjetivas. Sob curadoria de Josué Mattos, artistas incorporam ideias e ações a partir de uma genealogia artística construída desde os anos 70 que subverte o sistema institucional da arte, estabelecendo alternativas de posicionamentos face ao sistema capitalista. Em consonância com os objetivos da Mostra SESC de Artes, as intervenções reúnem considerações do mundo contemporâneo e do caráter interdisciplinar da arte contemporânea.
A partir destas apreciações podemos refletir coletivamente de como as formas propagadoras influenciam o consumismo e afetam o comportamento dos sujeitos na sociedade contemporânea. Pensar este comportamento e a maneira de como acontece é articular com a discussão da arte e da imagem, estabelecendo assim narrativas visuais poéticas que venham dialogar. O objetivo da proposta naquela ocasião foi contemplar os encontros do curso do GEP – grupo de estudo e poéticas de artes visuais, e abrir para além do curso espaço para a postura critico-reflexiva diante das produções contemporâneas.
A apreciação do vídeo elaborado, da narrativa poética que produzi com imagens apropriadas, editadas de meu cartão de crédito e de minha imagem em uma foto 3x4 foi fundamental no sentido em que este material pode contribuir através da reflexão do tema e fomentar as criações dos colegas participantes. A oficina foi ponto importante desta ação, pois tivemos oportunidade de vislumbrar possibilidades inovadoras, desenvolver com o uso da edição de imagens e de recursos free de sites e dos mais simples programas de edição do computador a criação das narrativas visuais poéticas criadas a partir das apreciações do vídeo logorama e do Power point produzido: “crédito ou descrédito”.
Finalizando: Essa experiência no GEP – Grupo de Estudo e Poéticas foi salutar no sentido que a temática é propicia e oportuniza vincularmos o uso das tecnologias na produção imagética. Pôde ser utilizado como modos de ver e interagir com as imagens as quais foram produzidas dentro de uma discussão sadia, provocadora e instigante que permeia um assunto contemporâneo que é do universo particular de cada um de nós, que influencia comportamentos.
“Poéticas Visuais de Artes Visuais” karla Araujo
Iniciamos o grupo de estudo com a palestra da psicologa Juliana de Castro Alves,professora da PUC-GO.
A professora Juliana discutiu sobre “ O individuo e Subjetividade, sob o foco do “Eu”. Pontuou que as pessoas se negam a se adaptar ao ambiente social, que o objetivo social é concreto é uma realidade e as pessoas muitas vezes se negam a enfrentar a realidade, e que ser singular quer dizer que sou igua e diferente de outra pessoa, ou seja sou uma pessoa como todas as outras, mas diferente nos meus valores, preferencias;Filmes como Dogville, Maderlayne descrevem bem a sociedade, discutida por Juliana;No decorrer do estudo Luzmarina, Coordenadora do Ciranda da Arte, palestrou sobre o tema professor artista/ artista professor.
Edina Nagoschi no encontro seguinte apresentou o tema: Auto retrato: O Narciso que se revela na obra, debatemos sobre as mãos, eu e o outro e as atitudes do artista com a própria imagem.
Kátia Rodrigues nos apresentou os “Retratos metafóricos” e pontuou que o retrato desperta no artista um sentimento de auto conhecimento, uma reflexão, busca constante pela descoberta, auto afirmação e completou que metáfora abre o campo á criação de uma imagem das emoções do comportamento das pessoas e de suas relações com os outros. O livro “ Paixão segundo G.H de Clarice Lispector é um exemplo de retratos destas metáforas.
Sob o tema “Eu e os outros” Rochane Torres abriu com um curta produzido por ela, discutiu-se o vídeo e a relação deste com o tema; em seguinta experienciamos uma dinâmica na qual andávamos pelo espaço da sala,de dois em dois engessamos os braços e caminhávamos a dupla unida pelos braços, em seguida parava em frente a câmera e dizíamos como estamos nos sentimos dessa maneira, unidos pelo gesso dos braços. Num segundo momento socializamos a experiencia da dinâmica e do vídeo.
Márcio Pizzaro, prof. De Teoria arte/ Estética Pós- graduação- UFG. Desenvolveu o tema Processos de criação, biográficos, auto biografia, feitas no presente com seus estudantes.
Pontuou a história de vida do pesquisador e a história etnográfica do mesmo, enfatizou “Inicio aqui mais uma pesquisa, mais uma jornada sobre meu “eu” voltando no tempo, para registrar o agora, árvore genealógico”.
Pontuou também que cultura são significados compartilhados e que a arte se relaciona com a cultura não é cultura. ( Márcio Pizarro).
No encontro seguinte Eduardo Ávila, trabalhou a Estética do Outro: uma perspectiva Oriente-Ocidente. No ocidente pontuou: A estética do grotesco, Definição do grotesco e do humor ( cômico), Grotesco na contemporaneidade: Representações no cinema, na publicidade e nas artes visuais, elencou também no Ocidente: A estética do cômico, As comédias gregas, Paródia é uma imitação cômica, Ressignificação do belo. Elencou no Oriente : Estudo acerca das produções artísticas africanas e asiáticas.
Pontuou que a compreensão cultural não é decifrar algum sistema verbal ou conhecer bem porque o outro age ou sente ou faz, mas sim ser capaz de compreender e interpretar as manifestações dos outros e sentir-se confortável com essas pessoas. Indicou o filme “Memórias de uma Gueixa”.
Num encontro seguinte Haidee trabalhou a Escrita terapêutica de Louise Bourgeois. Que pontuava sobre sua própria arte: “Minhas emoções são inapropriadas ao meu tamanho. Elas são meus demônios – não as emoções mas sua intensidade.”Louise pontuava “Minha infância nunca perdeu sua magia, nunca perdeu seu mistério e nunca perdeu seu drama”. Ela esculpiu uma escultura em forma de uma aranha gigante, imensa aranha. Ode a minha mãe.
No encontro seguinte Franco trabalhou a representação, identidade e abordagem do self, citou autores com Hobbes, Hall, Golfman dentre outros. Pontuou também a representação do eu na vida cotidiana, contextualizou com o filme “O diabo Veste Prada.
A professora Noelly trabalhou deslocamento, distâncias e construção mental, socializamos produções feitas por nós que participávamos do curso. Professora Edilene e Rosane trabalharam Localidade, Lugares, Trajetos, Ética, espaço real , imaginário, produção, fizemos uma atividade prática com máquinas fotografias na qual fotografávamos o que mais nos chamava a atenção e trabalhávamos essas fotos no computador fazendo interferenciais visuais. Professora Fernanda trabalhou o tema crédito ou descrédito no qual trabalhou com o cartão de banco, trabalhou uma narrativa visual.
Fiz um breve relato do Grupo de Estudo Poéticas Visuais, para enfatizar que foi um curso muito rico, que pode continuar num segundo momento para uma prática mais efetiva, momentos de mais experimentações. Esse curso abre possibilidades de palestrantes, artistas e professores interagirem de forma orgânica e significativa.
um espaço para fazer, experimentar, pensar e aprender a ver. Rosane Vera Wendland
O objetivo desta escrita é explorar algumas considerações acerca da arte, da produção em arte e da relação entre elas, de modo a mostrar a condição interminável desse campo de estudo e investigação. Tomando como horizonte a nossa formação de professores, e, a nossa prática estética dentro de um processo contínuo. Estamos produzindo arte? Como estamos “formando” os outros sem estarmos participando de uma formação e produção pessoal?


Arte: Fernanda Moraes - Pássaro fantástico
Participar do GEP, além de inúmeros questionamentos, pude vivenciar e refletir sobre questões como: O lugar da arte na educação, a relação entre arte e educação, o lugar da arte na vida, o sentido da educação, as implicações entre a vida, a arte e a educação, quem vem antes, quem vem depois, quem depende de quem, quem se serve de quem, entre outras problematizações e inquietações acerca da nossa identidade profissional.
Participar do GEP, além de inúmeros questionamentos, pude vivenciar e refletir sobre questões como: O lugar da arte na educação, a relação entre arte e educação, o lugar da arte na vida, o sentido da educação, as implicações entre a vida, a arte e a educação, quem vem antes, quem vem depois, quem depende de quem, quem se serve de quem, entre outras problematizações e inquietações acerca da nossa identidade profissional.
No presente relato focalizo questões que se fizeram presente ao longo do curso / dos encontros semanais, com destaque para o papel dos professores/artista. Destaco a importância das experimentações e pesquisas realizadas ou iniciadas a partir do GEP.
Sem dúvida, hoje é praticamente impossível de se pensar um professor de Arte que não seja artista, pois o ensino não apenas envolve aspectos materiais, técnicos (no sentido do aprendizado de um ou mais instrumentos artísticos), mas também há a transmissão de uma visão de mundo, uma maneira de enxergar e entender a arte: questões éticas aliadas à estética.
Percebo quanto que o contato com materiais diversos pode enriquecer o repertório do professor (e do aluno), estimulando a produção e a pesquisa em Arte. O GEP permitiu um espaço de liberdade, diversidade e diálogo. Sempre à luz de leituras de textos e comunicações de profissionais / professores aptos a orientar e participar das produções textuais e estéticas.
Na realidade, o fazer e o pensar artísticos caminham juntos e é impossível separá-los. A nossa educação muitas vezes fragmenta as áreas, como se o fazer pudesse existir sem um pensamento, e vice-versa. Na ânsia de que nossos estudos no GEP possam ter continuidade e profundidade prática, seria espetacular acompanhar o surgimento de ideias iniciais até concretizar o trabalho. Além de vivenciar as etapas de experimentação, dos planejamentos, dos pré-projetos, da escolha consciente dos materiais até o resultado almejado. Esse é, a meu ver, um dos grandes desafios do professor / artista: conciliar a sua ideia, o seu projeto inicial, com a escolha dos materiais adequados, enfrentando novos desafios e estando aberto e atento às coisas, ao mundo em geral. Estabelecer diálogos, reflexões, olhares críticos é fundamental. Todo esse processo é um exercício da crítica e da autocrítica, que nos impulsionam para frente, na busca de novas experiências no campo do fazer e do pensar.
Acredito que o que impulsiona o trabalho artístico, a produção, é uma inquietude, um querer descobrir, fazer, refazer, desmanchar e criar. Enfim, todas as emoções, intuições, reflexões se transformam em produções estéticas. Tudo pode dialogar e contribuir com o conhecimento e com a produção artística.
Somos professores de artes visuais com diferentes pontos de vista, diferentes visões de arte, o que pode tornar o grupo (GEP) muito produtivo e rico. Os estudos e experiências com a informática como ferramenta importante na educação e na arte, também estiveram presentes nos estudos e produções do grupo. Embora tenha sido perceptível a fragilidade, insegurança e dificuldade enfrentadas por alguns integrantes do grupo. E este é só mais um desafio a ser enfrentado por nós professores.
Concluo afirmando que este grupo de produções em arte teve avanços significativos. Mas é preciso dar continuidade aos estudos e em especial, a produção estética como prática artística.
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